Papai e mamãe!?!?!

Pai nosso... É assim que se inicia a oração mais conhecida nesse mundão “veio de guerra”, ensinada por aquele que foi Filho divino e humano, Jesus.

Durante muito tempo tive dificuldades de aceitar e chamar Deus de meu pai. Não me sentia muito confortável e também achava que Ele não se importava comigo.

Descobri tempos mais tarde que esse desconforto era causado porque o meu pai humano era ausente, muito ausente e na maioria das vezes negligente, não me maltratava, mas nunca estava ali, nas horas que mais precisava dele, quando precisava de um colo ou até mesmo de uma correção.

E cresci observando os pais dos meus amigos, sempre presentes, cuidando para que não faltasse nada dentro de casa, aconselhando,protegendo e me punha a pensar:_ nossa que legal! Mas que engraçado em casa não tem nada disso e quando eles reclamavam dizendo:_ putz meu pai me enche o saco… Eu dizia para eles:_ não fala assim não, penso que eles são assim porque eles te amam…, mas por vergonha nunca falava que em casa era bem diferente. Minha mãezinha, tadinha, também não podia me dar aquilo do que ela mesma teve tanta falta, pai presente e amoroso,… (compreendi isso bem depois, ainda bem, que em tempo).

E ai?!?! Como pensar em um Deus invisível, embora real, como pai, sendo que o pai que era de carne e osso falhou e falhou muito, em todos os cuidados que penso ser responsabilidades dos pais, amor, proteção, provisão, aconchego, correção e etc. muito conflito para uma cabeça só.

A situação piorou bastante quando li que Deus dizia que para ter uma vida longa, proveitosa e para que tudo corresse bem era necessário honrar pai e mãe(se quiser leia sobre isso na carta do apostolo Paulo à igreja de Éfeso) e que isso não era um pedido era uma ordem…

Ai, ai pensei: _Danou-se!

Ainda bem que o pensamento do “danou-se” não se cumpriu porque pessoas que cruzaram o meu caminho me ajudaram a compreender e a enxergar as palavras de um Deus que também é Pai e à medida que fui ma achegando a Ele fui descobrindo quem Ele era….

Talvez e tomará que sim, você tenha tido pais excelentes, presentes, cuidadosos e amorosos e digo que você seja muito grato (a) por isso.

Mas se o contrário aconteceu digo a você o mesmo que me disseram tempos atrás, honre seu pai e sua mãe, mesmo que você não encontre motivos para isso, lembre-se que eles te deram a vida, que sem eles você não existiria, né mesmo? Esse já é um bom motivo para honrá-los!

E quanto ao resto, perdoe! Perdoe porque sem perdão não dá para honrar, sem perdão não há libertação, nem sua e nem deles. Mesmo que eles já tenham morrido, PERDOE!

Você sempre faz tudo certo? Você é perfeito? Não! Pois é! Pai e mãe também não são perfeitos e nem fazem tudo certo, principalmente se eles próprios não tiveram aquilo que reivindicamos. Porque ninguém pode dar aquilo que não recebeu e nem conheceu!

Peça uma ajudinha para Deus. Peça que Ele lhe ajude a lembrar do que precisa ser perdoado e PERDOE seus pais! Somente assim fosse abrirá caminhos que irão te permitir sentir o amor de um Pai que não comete erros, que ama sem medida, que é bondoso, consolador, orientador que aconchega, que carinha, cura e restaura a alma.

Então você poderá perceber que esse Pai, invisível, mas real, será tudo o que você precisa!

Independentemente do que seu pai de carne e osso foi ou fez ou deixou de fazer…PERDOE!

Tente, experimente! Creia e veja…

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