O vaso tem que ser quebrado…

“… E eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo; e estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo. Mas, ao ver isso, o fariseu que o convidara falava consigo, dizendo: Se este homem fosse profeta, saberia quem e de que qualidade é essa mulher que o toca, pois é uma pecadora. E respondendo Jesus, disse-lhe: _ Simão, tenho algo a dizer-te. Respondeu ele: Dize-o, Mestre. Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários, e outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais. Respondeu Simão: Suponho que é aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe Jesus: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deu água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou. Não me deste beijo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés. Não me ungiu a cabeça com óleo; mas esta com bálsamo ungiu-me os pés. Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama…” (Lucas sete, trinta e sete a quarenta e sete)

 Abrindo um parêntese…

Alabastro: um tipo de gesso muito usado para fazer pequenos vasos esses vasos eram utilizados para carregar bálsamo. Era tampado no gargalo para que o conteúdo não se perdesse e para preservar o perfume. Para usar o bálsamo a pessoa precisava quebrar o vaso e para que o conteúdo não se perdesse o vaso tinha ranhuras em forma de espiral que indicava onde o vaso deveria ser quebrado para não se perder todo o bálsamo (pense numa ampola de remédio).

O bálsamo: Nardo… Bálsamo raro extraído de uma planta nas regiões do Himalaia, por ser importado de muito longe era um produto muito caro e raro.

Continuando…

Nesses dias que se chama hoje, tem muita gente confundida.

Confundindo adoração e serviço a Deus com fazer coisas, dizer coisas e frequentar lugares e o pior se autoenganando achando-se melhor do que realmente são.

O fariseu do texto recebeu Jesus para jantar em sua casa por qualquer outro motivo, menos com a verdadeira motivação: adorá-lo.

Nós estamos retratados ai, nesse pequeno trecho do evangelho. Muitos de nós estamos no meio da multidão correndo atrás de Jesus, convidando Ele para jantar em nossa casa, por vários motivos de ordem material, emocional, etc. Porque precisa de emprego, ou porque precisa de cura, ou porque precisa saldar dívidas, ou porque precisar ter, ter, ter isso ou aquilo.

E no meio desses “quereres” sem fim vão fazendo coisas, dizendo coisas, cantando coisas, repetindo (insanamente) coisas como se fossem “mantras mágicos” e frequentando lugares e aderindo a doutrinas humanas que na verdade os distanciam cada vez mais dos verdadeiros ensinamentos de Cristo, da sua sã doutrina.

A multidão está confundida ou simplesmente não sabe, que adorar a Deus vai muito além de erguer as mãos e cantar canções em um culto de domingo, seguindo rituais e tradições de doutrinas, muitas delas vindas do inferno, porque os que supostamente são seus lideres, supostamente são seus “pastores”, simplesmente a estão usando para massa de manobra, simplesmente estão usando as multidões para seus inconfessáveis interesses egoístas.

O que a multidão precisa saber é que somos vasos, vasos de barro, com rachaduras de toda sorte, imperfeições diversas, provocadas pelo pecado. Pecado que é tudo aquilo contrário aos ensinamentos de Deus Pai, leia-se ganância, soberba, avareza, luxúria, falsidade, mentira, vícios e seus agregados e por ai vai… Ao gosto do freguês.

Somos vasos de barro com rachaduras e imperfeições provocadas por uma longa caminhada pelas estradas dessa vida longe do Oleiro.

O que a multidão precisa saber é que somos vasos, vasos de barro, pequenos, tão pequenos quanto o vaso de alabastro da mulher descrita no evangelho, mas que pode carregar o perfume mais precioso… Cristo Jesus, pela Graça de graça que nos foi concedida por Deus Pai.

O vaso de barro pode ser o vaso de alabastro, o caminho é procurar a olaria e se entregar nas mãos o Oleiro. Ele vai quebrar o vaso de barro para poder esvazia-lo de tudo o que não o agrada, vai doer sabe, porque mesmo o vaso sendo de barro e pequeno ele é muito apegado a tudo o que tem dentro dele, mesmo que o seu conteúdo lhe faça muito mal. Dói sim, mas as mãos do oleiro são experientes e firmes e ele faz isso com muito amor e cuidado.

Enquanto o oleiro faz de novo o vaso de barro o seu filho e ajudante vai sustentando o vaso em suas mãos, porque o molde demora muito tempo.

Na verdade o vaso de barro nunca sai da olaria, ele vai se permitindo moldar pelas mãos do oleiro todo o tempo, porque é nessa constância do moldar que o vaso de barro também passa a ser o vaso de alabastro e enchido com o perfume caro e raro chamado JESUS.

E por mais irônico que possa parecer o vaso de alabastro tem que ser quebrado, todo o tempo, o tempo todo,  para que o perfume de Cristo e do seu amor seja  derramado e exalado por todos os cantos e para todos os outros vasos, igualmente de barro com nós.

Adorar a Deus é muito mais que cantar…

Adorar a Deus é exaltá-lo com a nossa própria vida…

Adorar a Deus é servir a Ele servindo as pessoas...

Adorar a Deus é ser grato pelo perdão que recebeu através do seu sacrifício…

Adorar a Deus é entregar em amor todo o nosso tesouro…

Pense nisso!     

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