Será que dá pra perguntar outra coisa?!?


Por que será que toda vez que encontro com um crente a pergunta não é: Olá tudo bem? ou olá qual o seu nome? ou ainda olá em que posso ajudar?

A pergunta sempre é: Qual é a sua igreja? Ou a qual igreja você pertence?

Primeiro: eu não sou proprietária de nenhuma igreja. A Igreja é Dele do Senhor Jesus Cristo  “…E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la…” Mt 16:18

Segundo: Eu não pertenço à igreja nenhuma (ou pelo menos àquelas que estão por ai),  pertenço ao Senhor Jesus;  pertenço a Sua Igreja, pois fui salva da escravidão do pecado e do mar de lama onde eu habitava, por Ele e pela Graça e misericórdia de Deus, não por nenhuma placa.

Não fui  gerada por Deus Pai debaixo de uma placa de uma denominação de concreto,  fui gerada no Seu coração, pelo Seu Espírito, e pelo Sangue de Jesus fui liberta do pecado e  nasci de novo pelo seu Espírito e pela água do seu Batismo e fui aceita por Deus, por crer em Jesus “…Pois aquele que, sendo escravo, foi chamado pelo Senhor, é liberto e pertence ao Senhor; semelhantemente, aquele que era livre quando foi chamado, é escravo de Cristo… vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens…”I Co 7:22-23 – “…Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas,      justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus..” Rm 3:21-24

Antes que os “entendidos de plantão” digam que estou usando textos fora de contextos para justificar qualquer coisa, digo que escrevi isso pela minha fé em Cristo Jesus e não por ser entendida em teologias.

O que creio está nas palavras de Jesus:  “Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Mt 18:19-20

Portanto, seja na praça, na rua, na fazenda, na minha, na sua casa ou em uma casinha de sapé, se estivermos ali em nome Dele lá Ele estará. A promessa é Dele, não de homens.

Como não sou muito boa para escrever e me expressar transcrevo abaixo um texto que exprime como nenhum outro aquilo que penso e sonho ser a Igreja do Senhor Jesus Cristo e que venho tentando praticar...mas tem muito sonho pra pouca gente disposta a sonhar junto.

Texto escrito por Tonho (foi coordenador do UG – Min, Jovem do Portas Abertas)

Era uma Igreja muito engraçada …

 …não tinha teto, não tinha nada.

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo…

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; ameaçaram-me e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada… aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

PS: Se alguém souber de uma igreja onde o evangelho puro e simples do Senhor Jesus é pregado, onde Ele de fato e de direito é a Cabeça dessa igreja, sem “firulas” inventadas por seres humanos,  por  favor, me dêem o endereço…

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