Confissões…de um coração vaidoso!


“… Então
, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos:  Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens…”

Mesmo tendo lido muitas vezes os versículos acima, no evangelho de Mateus 23, só hoje encontrei de verdade duas velhas conhecidas, a hipocrisia e a vaidade, é descobri depois de longos dezoito anos de “vida cristã”  que elas e eu não somos somente conhecidas, mas amigas íntimas…

O confronto mais dolorido é quando nos confrontamos conosco através da lente de aumento da Palavra de Deus, com a sua eficácia que nos faz enxergar como realmente somos, e penetrando vai dividindo alma e espírito e escancara diante de nossa cara as verdadeiras motivações do nosso coração. “… Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração…” carta aos Hebreus 4:12

Descobri como a vaidade, andando de braço dado com a sua irmã a hipocrisia, sutil e sorrateiramente, foram enchendo meu coração de auto-engano, foram enchendo meu coração de motivações enganadoras.

Descobri que podemos passar ano após ano achando que se está fazendo a coisa certa, servindo a Deus e ao próximo, com a motivação errada.

Descobri em mim o desejo tolo de sempre querer receber elogios e de sempre buscar a aprovação das pessoas, como Jesus disse sabiamente em suas palavras… Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens;…

Descobri que nesses anos todos, me achando, supostamente, serva de Deus Pai, na maioria das minhas atitudes existia uma motivação escondida que eu não me dava conta até o dia de hoje – a vaidade. Até mesmo um simples texto postado nesse blog ou nas redes sociais de que faço parte, não tinham, na maioria das vezes, na verdade a motivação de edificar ou ajudar de alguma forma alguém, como julguei que estava fazendo, mas tinham sim o desejo de “aparecer”, ser reconhecida e elogiada.

E mais uma vez sabiamente Jesus fez cair a minha ficha –  “…porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los….pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens…” pura vaidade. “… Vaidades de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades, tudo é vaidade…” Ec: 1:2.

Quem assistiu ao filme Advogado do diabo vai lembrar da frase e da expressão do rosto  do Al Pacino, no papel de diabo: _  “Vaidade, meu pecado favorito”. A vaidade nos torna hipócritas e fingidos, falando uma coisa e fazendo outra. E então… Lá vem Jesus chacoalhando na minha cara a verdade: “… Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem…”.

Descobri, por experiência própria, que elas, a vaidade e a hipocrisia, podem vir sutilmente disfarçadas em bondades, falácias mansas e poéticas, em falsa modéstia e de novo me veio à mente o ensinamento sábio de Paulo apóstolo na carta aos filipenses: “… Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos…” Fp 2:3

E depois de descobrir-me vaidosa e hipócrita, chorei, chorei o choro da vergonha e do arrependimento, 27/08/2011 – etâ “diazinho” difícil esse, dia de confronto com as minhas mazelas e de novo a Palavra que corta mais fundo que uma faca de dois gumes me trouxe a memória aquilo que me deu esperança, as palavras do Salmista em 42:11 –  “… Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus…”  e meu coração se aquietou e se alegrou porque descobri, rsrs, que a melhor descoberta e se descobrir imperfeito, incompleto e por isso totalmente dependente da Graça e da misericórdia de Deus Pai que nos ama e nos aceita do jeito que somos, mas não permite que permaneçamos do mesmo jeito e no tempo certo, no tempo Dele faz a “faxina” em nós, arrancando os galhos secos, tirando de nós aquilo que não vem Dele.

Perdeu Léo! Ah! Que maravilha perder pra Deus Pai….a gente perde pra ganhar…

Ufa!! Pronto falei… (quase que aquelas duas a vaidade e a hipocrisia me impedem de mostrar a cara).

Careço da Tua Graça Pai, o tempo todo e em todo o tempo, sem ela me perco, tropeço e me arrebento. Ser incompleto buscando, em meio aos tropeços, o Teu Caráter Jesus, ainda muito longe, mas muito longe mesmo de alcançar, mas sei que me ama e a Tua graça que tanto careço me fortalece e me  faz prosseguir a caminhar. Obrigado Paizinho por me livrar de mim mesma…

 

 

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